terça-feira, 10 de maio de 2011

Dorme.

Vai dormir mas é.


Emma.

hard days. hard times

Não é fácil explicar.
Já tentei de diversas formas, já falei com inúmeras pessoas: ficam com aquela espécie de preocupação nos olhos mas nem sabem que dizer. Odeio o 'vai ficar tudo bem' seguido da palmadinha nas costas. Nem sempre tudo vai ficar bem. Não me mintam.
Sinto-me doente outra vez. (alguma vez deixei de estar?). Para começar não durmo, ou durmo demais e só com a ajuda de medicamentos. Medicamentos esses que me fazem engordar deixando-me do desespero que tão bem conheço de correr diaramente para a balança. Não como nada de jeito e pelo caminho que vai, de cigarros e cafés e água... não sei não.
Estou ansiosa, irritada, triste, desmotivada e sinto-me uma inútil por estar aqui, a fazer a minha família(toda) gastar o dinheiro que tem para a princesinha aqui tirar um curso que tantas vezes acho que não vou conseguir acabar. Estou mesmo muito desmotivada, sem concentração, não aguento as aulas, e quando a escola falha...o meu limite está perto.
Caramba! Tenho 23 anos, uma vida pela frente que ainda nem sequer começou a sério e só penso em porcaria (aka, as cenas de sempre).
Ah! E sim, estou de coração partido. E foi um drogado que mo partiu. Um drogado que não sabe o que quer e muito menos o que diz. Ainda assim, espetou-me uma faca no ego. Para se sentir bem com ele, óbvio. Jesus, já me deixaram por ser internada no hospital, já engravidaram uma gaja enquanto estavam de aliança no dedo com o meu nome escrito, já me apontaram uma pistola à cabeça. Superei tudo. Estou viva. Carne e osso. Agora milagres não há. Sei lá que mais me espera. E ainda assim, acredito piamente que ainda vou ser tão feliz minha gente!!!


Emma.

Step one

‘ Telefonar-lhe para quê? Não se pede carinho, nem amor, nem atenção, nem tempo a ninguém. Se as pessoas gostarem mesmo de nós acabam por nos dar tudo. ‘

Exacto. E eu fartei-me de pedinchar. E claro que o que existe agora na minha vida é um vazio, sem mensagens ou telefonemas, ou visitas e passeios por Lisboa. Mas por outro lado o vazio leva-me a um sítio encantado: a mim mesma. Encantado porque há sempre algo a desvendar e neste momento acho que preciso disso. Já precisava quando conheci o André, mas abdiquei disso porque me senti tão feliz. Tenho saudades dessa felicidade. Das borboletas na barriga, de sorrir para o telémovel. Mas sei que não era ele. Sei que ainda não o conheci e em algum sítio ele estará agora, sabe-se lá a fazer o quê, sem mim. Essa pessoa que ainda não apareceu, que me vai amar, muito e tratar bem. Não mereço ser maltratada, traída, ofendida como tenho sido nos últimos anos. Mereço um amor maior. E se esse amor não é o do Miguel, que durante tanto tempo achei que sim, então não dês mais conversa. Apaga. Recomeça. Estuda. Deixa os teus pais orgulhosos de ti que eles sim, merecem tudo o que tens de bom para dar. Pensa que nos próximos 6 meses não vais ter ninguém e isto é algo a que te impões de uma vez por todas. E já agora, não desejes o que não te pertence.

Emma.